• A segunda opinião médica

    A complexidade da medicina tem levado a um número cada vez maior de segundas opiniões. Historicamente as consultas de segunda opinião são vistas como motivadas por falta de confiança no diagnóstico ou na proposta de tratamento sugerida pelo médico assistente, ou como uma falta de aceitação pelo paciente do diagnóstico firmado. Mais recentemente, com a explosão do custo da medicina, ela tem sido vista por alguns como um mecanismo que busca a restrição ao acesso à novas tecnologias.

    Na realidade, a segunda opinião é uma ferramenta importante para a melhoria da assistência e da segurança do paciente, porém seus efeitos práticos ainda são pouco mensurados.

    Estudo publicado recentemente mostrou que as segundas opiniões levaram a mudanças recomendadas no diagnóstico ou tratamento em cerca de 40% dos pacientes participantes em um programa nos EUA (Best Doctors, Inc), onde era permitido que pacientes solicitassem uma segunda opinião.

    No total, 6.791 segundas opiniões foram realizadas no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. Quase metade das segundas opiniões foram realizadas em 5 das 34 especialidades participantes. Elas foram mais solicitadas em cirurgia ortopédica (1.195) e oncologia clínica e hematologia (588), e menos solicitadas em medicina de família (4) e medicina do sono (5).

    Os motivos mais frequentes para a solicitação da segunda opinião pelos pacientes foram para auxílio à decisão na opção de tratamento (41,3%) e dúvidas quanto ao diagnóstico (34,8%).

    As segundas opiniões resultaram em mudança no diagnóstico em 14,8% dos casos, em mudança no tratamento em 37,4% e em mudanças em ambos em 10,6% dos casos.

    Os autores do estudo consideraram o impacto clinico das segundas opiniões como importante/moderado em 20,9% dos casos para o diagnostico e em 30,7% dos casos para tratamento.

    Nos 2.683 pacientes avaliados, a maioria (94,7%) se mostrou satisfeita com a experiência, e 61,2% informaram que seguiriam as recomendações da segunda opinião.

    Os resultados mostram implicações clínicas importantes na utilização da ferramenta da segunda opinião. Em primeiro lugar mostram um crescente reconhecimento do erro de diagnóstico e do tratamento proposto. Dados dos EUA atuais mostram que 1 em cada 20 pacientes irão experimentar um erro de diagnóstico por ano.

    Dentro de uma realidade médica, onde a medicina baseada em evidências mostra-se como a melhor metodologia para proporcionar uma melhor assistência médica aos pacientes, a segunda opinião auxiliaria na implantação e universalização de diretrizes médicas estabelecidas, aumentando a segurança para o paciente. Em segundo lugar, o estudo mostra que os pacientes estão mais interessados, a cada dia, em se tornar parceiros ativos em seus tratamentos.

    Ref:
    Evaluation of Outcomes From a National Patient-initiated Second-Opinion Program – The American Journal of Medicine. April 23, 2015

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