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    O Câncer na gestação e os cuidados no tratamento

    A gestação é um período de alegria e planejamento do futuro de conforto e segurança para o bebê que está por chegar. Por isso é importante, antes de decidir engravidar, que a mulher saiba como está sua saúde e evite problemas como a ocorrência do câncer ao longo da gestação. Mulheres com câncer na gravidez são aquelas acometidas pela doença durante o período gestacional propriamente dito, ou até 12 meses após o parto, independente de estarem ou não amamentando.

    Os cânceres mais diagnosticados em gestantes são de mama, ginecológico, leucemia, linfoma e melanoma. Apesar de não ser tão comum, com incidência de 0,07% a 2,8%, o câncer de mama durante a gravidez é uma realidade, principalmente nos últimos anos, com cada vez mais mulheres engravidando entre 30 e 35 anos.

    O Dr. Marcelo Santos, médico associado ao Centro de Combate ao Câncer, fala sobre a relação entre gestação e câncer de mama. “Durante a gravidez, a mama sofre grande estímulo hormonal estrogênico, com dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo com que aumente o risco de disseminação das células. Nessa fase, as mamas são mais intumescidas, podendo mascarar e dificultar a palpação de um nódulo”.

    O importante é a rápida identificação de um nódulo suspeito, pois tumores diagnosticados na fase inicial têm o mesmo prognóstico e chance de cura dos detectados em não grávidas. A partir do segundo trimestre de gestação, as pacientes já podem receber alguns agentes quimioterápicos com segurança. O que se recomenda é que não se retarde o início da quimioterapia.

    A melhor forma de evitar doença na gravidez são os exames preventivos antes de entrar no período de gestação. “O papanicolau e a ultrassonografia devem ser realizados periodicamente e sempre que se tenha suspeita do desenvolvimento da doença”, ressalta o médico.

    No caso de diagnóstico positivo, existem estudos específicos para encontrar as melhores práticas de administração de drogas durante a gravidez. A mudança do metabolismo nas gestantes altera a forma como a droga reage com o organismo e é preciso saber exatamente como ajustar a dosagem, sem diminuir a eficácia do tratamento. “É difícil administrar drogas quimioterápicas durante o tratamento sem prejudicar o feto”, explica Marcelo Santos. E completa: “na gestação, as mulheres já têm enjoos. O tratamento pode intensificar essas reações e o uso de antieméticos deve ser algo muito bem planejado pela equipe médica e farmacêutica”.

     

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