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    O coração merece atenção

    A atenção dos oncologistas às pacientes mulheres entre 40 e 50 anos precisa ser redobrada. Elas estão no grupo de maior risco quanto ao aparecimento de tumores de mama e, também, de problemas cardiovasculares. Muitas vezes o diagnóstico do câncer pode levar as pacientes a negligenciarem alguns cuidados para reduzir os fatores de risco que afetam o coração. Por isso, a melhor saída é o trabalho conjunto entre equipe oncológica e cardiologista.

    O tratamento do câncer de mama pode aumentar ainda mais as chances das mulheres apresentarem distúrbios cardíacos. A primeira etapa é conhecer o histórico de cada paciente e saber de que forma o tratamento pode ser menos prejudicial para as que já apresentam hipertensão, diabetes e obesidade, entre outros fatores.

    Os números são emblemáticos para mostrar como é importante não deixar para depois a atenção com o coração. Em mulheres que não passam por tratamento oncológico, mas apresentam um dos fatores de risco citados acima, a chance do desenvolvimento de problemas cardíacos é de até 17%, subindo para 50% na presença de dois fatores de risco. “Certos esquemas terapêuticos para o câncer de mama elevam em até 27% o risco de se desenvolver problemas cardiológicos”, revela o médico cardiologista associado ao Centro de Combate ao Câncer, Dr. Marcelo Goulart Paiva.

    Prevenção e acompanhamento: as mulheres em tratamento do câncer de mama inicial possuem mais 90% de possibilidade de cura. “De nada adianta estar curada do câncer e passar a ter problemas cardíacos em consequência do tratamento oncológico ou por falta de cuidado com outras doenças. Por exemplo, mulheres que diagnosticam tumores com 40 anos podem estar curadas aos 45 e com a vida comprometida por graves problemas no coração, que podem surgir anos após o término da quimioterapia. Nesse caso, troca-se uma doença por outra”, exemplifica o médico.

    As dicas de prevenção dos fatores de risco de doenças cardíacas são bem conhecidas: controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, exercícios físicos e dieta balanceada. Com o aparecimento do câncer, o médico cardiologista pode auxiliar no controle dos fatores de risco com orientações que diminuam o impacto sobre o coração. Quando há necessidade da prescrição de medicamentos cardiotóxicos é importante o acompanhamento da paciente pelo cardiologista que participará do planejamento terapêutico e fará acompanhamento após o tratamento. “Não podemos focar apenas na doença e esquecer o indivíduo”, conclui o Dr. Marcelo Paiva.

     

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