29/08 – Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Dia Nacional de Combate ao Fumo celebrado em 29 de agosto, é uma data que reforça ações nacionais voltadas à sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.
Em 2021 ainda enfrentamos uma das piores crises globais em decorrência da pandemia de Covid-19, e as campanhas antitabagismo continuam com o destaque no Compromisso de parar de fumar. O enfoque está na relação entre a infecção causada por Covid-19 e o tabagismo, com alerta para a necessidade de elevar a conscientização sobre os efeitos nocivos do tabagismo, que é considerado um fator de risco para a contaminação do novo coronavírus. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabaco causa diferentes tipos de inflamação, que acometem os sistemas respiratórios, cardiovasculares e imunológicos do fumante, podendo aumentar as chances de sintomas mais graves da doença, inclusive com evoluções desfavoráveis.
 
No Brasil, o tabagismo está associado a 85% dos casos de câncer de pulmão, sendo que o cigarro é apenas uma das formas de consumo de tabaco. Há outros produtos que vem atraindo as pessoas para o vício, muitas vezes com a ideia de que sejam inofensivos. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o uso de narguilé, cigarros eletrônicos, charutos, cigarrilhas e outras formas de consumir tabaco, são prejudiciais e, considera o tabagismo uma verdadeira pandemia, por se tratar de um problema de saúde coletiva. É considerada a maior causa de mortes precoces evitáveis em todo o mundo, com uma estimativa de 8 milhões de óbitos a cada ano, sendo 7 milhões pelo consumo direto do tabaco e, cerca de 1,2 milhão associados ao fumo passivo.
 
Conheça as influências associadas ao tabagismo
 
– Fumar é um comportamento aprendido. É um processo que ao início parece estar sob o controle do fumante, porém rapidamente o torna dependente da nicotina, uma substância psicoativa, que atinge o cérebro em poucos segundos após ser inalada.
– O hábito de fumar está associado a imagens sociais que promovem o senso de autonomia e liberdade, muitas vezes comparadas a pessoas bem-sucedidas. Esses símbolos influenciam principalmente os adolescentes, por estarem em uma fase da vida de grandes transformações e vulneráveis às influências do grupo social e dos meios de comunicação.
– Estudos mostram que 90% dos adultos que fumam, tornaram-se dependentes antes dos 19 anos de idade e que o hábito de fumar começa por volta dos quinze anos.
– Não há níveis seguros de consumo de tabaco. O tabagismo, em qualquer uma de suas formas, causam efeitos danosos à saúde de todos os que estejam expostos a ele, sejam ou não fumantes.
 
Riscos do tabagismo e a infecção por COVID-19
– O cigarro é a forma mais comum de consumir tabaco, porém existem outros derivados, que tornam os fumantes mais vulneráveis à infecção por SARS-COV-2 facilitada pelos rituais do ato de fumar, que envolve movimentos repetitivos com os dedos e os lábios.
– Muito utilizado entre jovens estão os produtos que envolvem compartilhar bocais para inalar fumaça, como o narguilé e os dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido).
– Existe alto risco de infecção por Covid-19 ao fazer uso de narguilé. O narguilé, tem uma mangueira que é passada de pessoa a pessoa e todas compartilham a mesma piteira, que é a parte colocada na boca, facilitando a transmissão de vírus entre os usuários, incluindo o novo coronavírus.
– Fumar cigarros eletrônicos faz mal à saúde. O uso de cigarros eletrônicos, comumente chamados de e-cigs ou vapers, são os produtos de tabaco mais comumente usados entre os adolescentes, que acham que o seu consumo é inofensivo, mas não é! Os especialistas afirmam que, além de conter nicotina, os cigarros eletrônicos contêm substâncias e essências de frutas, que causam danos à saúde.
 
Mobilizar é preciso – vamos lutar contra esse vício!
 
– Destaque especial deve ser dado às crianças e adolescentes, que têm sido expostos cada vez mais cedo ao tabagismo, sendo essa a fase mais propícia para começar a fumar ou vaporizar.
– A nicotina é altamente viciante e pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro do adolescente, especialmente as partes do cérebro que controlam a atenção, o aprendizado, o humor e o controle dos impulsos.
– Proteger a saúde de crianças e adolescentes para que não sejam alvos de estratégias de vendas de produtos derivados do tabaco é crucial para prevenir o vício, uma vez que eles estão expostos a esses produtos e com facilidades para adquiri-los, principalmente por meio do comércio clandestino.
– A maneira mais segura de evitar o início do hábito de consumir tabaco nas diferentes formas, é informar e educar as crianças e adolescentes adequadamente sobre o assunto, promovendo campanhas educativas nas escolas, dialogando e conscientizando-os sobre os impactos nocivos à saúde e à autonomia.
 
Faça prevalecer a sua autonomia de escolher, diga não ao tabaco!
 
Dra. Elizabeth Barros – Psicóloga.
Coord. do Programa de Cessação do Tabagismo do Centro de Combate ao Câncer.
 
Fontes:
1. INCA Instituto Nacional de Câncer, acesso: https://www.inca.gov.br/campanhas/dia-nacional-de-combate-ao-fumo/2021
2. OPAS Organização Pan Americana da Saúde, acesso: https://www.paho.org/pt/campanhas/dia-mundial-sem-tabaco-2021
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